Jardim de Fadas

Você sabia que as fadas sempre foram consideradas como divindades da Natureza? E sendo assim, são associadas especialmente as árvores, aos bosques, as águas das fontes e as flores do Jardim?

Para falar um pouco sobre essas criaturas aladas repletas de elementos simbólicos que agregam significados ao imaginário humano, trago para ilustrar esse post, as esculturas de Robin Wight, inspiradas no simbolismo das fadas integradas à Natureza com toques de modernidade.

A palavra “Fada”, vem do latim “Fata”, que significa destino. A fada é um ser mitológico com as características dos mitos célticos, anglo-saxões, germânicos e nórdicos. O primeiro autor que mencionou as fadas foi Pompônio Mela, um geógrafo que viveu durante o século I depois de Cristo. Mas, existem registros mais antigos sobre esses seres retratados como pequenas criaturas aladas, na forma de Lasa – espíritos dos campos e das florestas – detectadas na arte etrusca à cerca de 600 anos antes de Cristo. A palavra “Lasa”, designa pequenos seres humanos alados que flutuavam sobre um recipiente com incenso ou sobre uma bacia votiva, e que se identificavam com a vegetação e com todos os segredos da Natureza.

O termo “fada”, incorporou-se a cultura ocidental através dos “contos de fadas”. Nesse tipo de conto, a fada é representada como um ser que vem do céu, mas, gosta de planar sobre as águas, apresentando asas de libélula às costas. Radiante, leve, rápida e translúcida, a fada, com suas asas leves em transparências multicoloridas, encanta o olhar.

O escritor folclorista inglês, Joseph Ritson, na sua dissertação “On Faries”, definiu as fadas como uma espécie de seres parcialmente materiais e parcialmente espirituais, com o poder de mudar sua aparência, e de, conforme a sua vontade, serem visíveis ou invisíveis para os seres humanos.

O imaginário traz a cena as fadas que simbolizam a força da alma. A fada tem a essência luminosa e irradia luz. Assiste e guia, reconforta e confere o impulso de transformação através da sua varinha mágica com uma estrela na ponta. O ar, o pássaro, a asa, a pluma, o véu, figuram entre as suas fortes correlações.

Ao vermos as esculturas de Robin Wight, percebemos que ele conseguiu captar toda a essência simbólica das fadas em recriações contemporâneas com toques de modernidade através da dramaticidade dos movimentos dos corpos, asas e cabelos ao vento, bem como a força impressa na forma como expressam movimentar a varinha mágica na forma da flor boca-de-leão, soltando muitas estrelas no ar…

Robin Wight é um artista do Reino Unido que tem se destacado com suas esculturas de fadas estruturadas densamente com fios de aço inoxidável. As fadas são dotadas de movimentos dramáticos, aparentemente suspensas no ar ou agarradas em árvores e sempre com suas varinhas numa explosão de estrelas de boca-de-leão, flor que possui o significado de liberdade, otimismo, esperança e luz espiritual.

O artista tem atualmente várias peças em exibição no “Trenthan Garden”ou “Jardim Trenthan“, onde suas fadas, como divindades da Natureza, estão perfeitamente integradas surpreendendo os visitantes com a experiência inusitada de uma “alquimia espiritual”, na sensação de que não há dissociação entre o mundo natural e o mundo espiritual.

Robin Wight, também vende uma série de kits DIY de suas esculturas de arame no seu site onde explica detalhadamente como cada peça é construída. Saiba mais AQUI.

Fadas…
Borboletas…
Seres do ar…
Transmutação do energético para o material…
A respiração que anima o ser espiritual, que altera estados fisiológicos, que permite o pensar…
Poderosos seres do ar, levem para bem longe tudo de ruim, para que os bons ventos conduzam o meu voar…

Caroline Abrantes

Abraços,
Sejamos Felizes!

Fontes: Wikipedia, Diccionari de la Symbolique. Site de Robin Wight. Imagens: Web

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