Madre Terra, nossa esperança…

 

 

A Natureza pode suprir todas as necessidades do homem, menos a sua ganância. (Gandhi)

Compartilho, nesse post, o vídeo com a Canção da Terra (Teatro Mágico), que sensibiliza através da poética que trata nossa casa comum, o Planeta Terra, amorosamente mas, também traz uma crítica com relação a um sério problema decorrente da desigualdade social. Tanto vídeo como canção são belíssimos, ao assisti-lo não há como não se sentir privilegiado por habitar este Planeta magnífico que nos abriga em meio à uma Natureza rica em fontes que nutrem a vida.

Tudo aconteceu num certo dia hora de Ave Maria o Universo vi gerar… No princípio o verbo se fez fogo, nem atlas tinha o globo, mas tinha nome o lugar… Era Terra, Terra…

E fez, o criador, a Natureza; fez os campos e florestas; fez os bichos, fez o mar; fez por fim, então, a rebeldia que nos dá a garantia, que nos leva à lutar pela Terra, Terra… 

Madre Terra nossa esperança onde a vida dá seus frutos, o teu filho vem cantar… Ser e ter o sonho por inteiro, ser sem-terra, ser guerreiro com a missão de semear à Terra, Terra… 

Mas apesar de tudo isso, o latifúndio é feito um inço que precisa acabar… Romper as cercas da ignorância que produz a intolerância Terra é de quem plantar à Terra, Terra… 

Embora o vídeo tenha um forte apelo ligado ao latifúndio que confirma uma brutal desigualdade social que gera miséria e violência, meu pensamento amoroso por este planeta me remeteu à “Carta da Terra”, cuja missão é promover a transição para formas sustentáveis de vida e de uma sociedade global fundamentada em modelo de ética compartilhada, que inclui o respeito e o cuidado pela comunidade da vida, a integridade ecológica, a democracia e uma cultura de paz. Saiba mais sobre a Carta da Terra AQUI.

Quanto ao latifúndio, é uma propriedade agrícola de grande extensão pertencente a uma única pessoa, família ou empresa e que se caracteriza com relação ao uso da terra, abaixo do nível de exploração, baixa capitalização, mão de obra empregada em condições precárias e, consequentemente, com baixa qualidade de vida. O latifúndio tem sido tradicionalmente uma fonte de instabilidade social, pois está associado à grande desigualdade social na qual alguns poucos detém propriedades pouco ou nada produtivas em detrimento de massas de camponeses sem terra e consequentemente sem sustento e sem abrigo. Isso gera intolerância e violência enquanto a sociedade busca soluções que muitas vezes, dependendo do tipo de governo, são truncadas ou ineficientes.

E estes conflitos não são os únicos decorrentes da desigualdade social que ocorre em quase todos os países do globo. Guardadas suas proporções e dimensões, acarreta em seu curso, anomalias sociais que trazem malefícios às populações, anomalias estas confirmadas através de estudos e pesquisas que registram índices elevados de violência, criminalidade, desigualdade racial, guerras, entre outros e tudo isso fruto da ganância exacerbada e egoísta, um dos sentimentos inatos do seres humanos carregados de muitas perversidades que, averiguadas desde o início da humanidade até os dias atuais tem causado muitas dores e sofrimentos à sociedade.

Desde os primórdios da civilização humana temos que conviver com o estigma de que somos seres com imensa capacidade de destruição, do nosso próximo, de nós mesmos e consequentemente do meio que nos cerca. Isso faz parte de um paradigma civilizacional, que sempre explorou os limites humanos e também, em todos os âmbitos, os recursos do nosso planeta: nos solos, nas florestas, nas águas, no ar. E, embora a Terra exista há milhões de anos, sua estrutura é um organismo vivo cuja Natureza sofre com as ações do homem e cobra sua conta mostrando sinais através das mudanças climáticas que ocasionam catástrofes naturais além do assustador esgotamento dos recursos naturais não renováveis.

Se você tiver interesse, o filme documentário “Última Hora”, dirigido por Leonardo Di Caprio (2007), mostra que nós somos a única causa da destruição do Planeta. A obra transmite a urgente necessidade de mudarmos nossa mentalidade cultural, pois o ser humano consegue ser extremamente inteligente na criação de novas tecnologias mas esquece de focar e valorizar o mais fundamental e básico que é a preservação do nosso Planeta que poderá salvar o mundo de conseqüências não mensuráveis incluindo a própria extinção da humanidade.

O filme é endossado e legitimado por depoimentos de cientistas, políticos, empresários e personalidades ligadas ao segundo setor, e, cumpre bem seu objetivo em informar para alertar que apesar de todo seu potencial, o ser humano vive em desarmonia com seus semelhantes e que todo desperdício dos recursos naturais coloca em risco a nossa espécie, mas que ainda é possível mudar este panorama repensando nossas ações, hábitos e valores, o que para mim, só será possível tendo como foco principal ou ponto de partida o desenvolvimento de uma Cultura da Paz, ou seja educar para uma convivência pacífica, pois sem isso o homem continuará a destruir.  Saiba mais sobre o filme AQUI.

Concordo com Pierre Weil, fundador da UNIPAZ, que em 1988, elabora uma teoria sobre a gênese da destruição da vida sobre o Planeta e sobre os princípios e abordagens que possibilitam um novo método de Educação pela Paz. Pierre defende a ideia de que a “separatividade é o grande mal do Homem” – “Quando não nos vemos como parte do todo, temos a impressão de que só o outro precisa cuidar do espaço onde vivemos; nós não”. E isso só será possível alcançar num mundo onde a justiça social possa proporcionar a cada pessoa meios para viver com dignidade. A partir disso pode-se cobrar conscientização e responsabilidade para que todos ajam de forma coletiva, valorizando a participação de cada um como parte importante numa rede onde a ação de cada um depende da do outro para funcionar. Não basta só termos a consciência de que o Planeta está se deteriorando é preciso reconhecer nossa parcela de responsabilidade com relação ao Planeta que compartilhamos. Pequenas ações individuais somadas geram grandes transformações.

O que eu faço, é uma gota no meio do Oceano. Mas sem ela, o Oceano será menor. (Madre Tereza de Calcutá)

Abraços,
Sejamos Felizes!

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