Mandalas de Flores – Kathy Klein

 

A beleza das mandalas inspiraram na artista Kathy Klein o sentimento de gratidão e amor que ela sempre quiz distribuir à todas as pessoas do mundo. Durante muito tempo, Kathy Klein, se dedicou na busca de um propósito que desse à sua vida, um sentido mais significativo. Até que uma inspiração ocorreu de forma sincera e profunda, levando-a pedir à Deus, auxilio para encontrar o caminho certo para fazer com que seu objetivo se realizasse. Kathy conta que a resposta surgiu através de suas meditações:

“Durante uma semana, as mandalas apareceram em minha mente, enquanto meditava. No oitavo dia, acordei e olhei para as berinjelas, pimentas e tomates que eu e meu marido havíamos plantado. De alguma forma eu quis exaltar as cores desses vegetais. Foi quando surgiu a minha primeira danmala.”

 

Danmala:  vem do védico sânscrito: o doador. Mala = guirlanda de flores. Danmala = doação de círculos de flores.

Através dessa experiência o caminho que Kathy buscava se apresentou: “Todos os dias eu procuro por folhas e flores para construir as danmalas, e enquanto as construo sinto que estou agradecendo à Deus.” Através das Mandalas Kathy encontrou um meio de levar amor às pessoas e manifestar sua gratidão à Deus.


A palavra Mandala vem do sânscrito e significa circulos. A Mandala é uma das formas mais antigas que o homem encontrou para se expressar. Nas mais diversas religiões, as mandalas são usadas com vários propósitos, dentre eles, para meditações, reverenciar à Deus, transmitir sentimentos, etc. No livro C.G. Jung: Seu mito em nossa Época (Cultrix), a psicoterapeuta Marie Louise von Franz escreveu: “Buda era representado, no princípio por uma roda de 12 raios. No Ocidente, Cristo foi com freqüência retratado no centro de uma mandala. Jung descobriu o núcleo da psique, o self, também em forma de mandala”.

 

O que todas mandalas têm em comum é um ponto central, simbolizando Deus, a partir do qual diferentes desenhos simétricos se desenvolvem e representam a totalidade, ou seja, a conexão de Deus com o todo. E é essa geometria perfeita que acalma a mente e coloca ordem nos pensamentos, como acreditava Jung.

 

Todos os dias Kathy sai a procura de flores e folhas para fazer suas danmalas aproveitando para seu trabalho toda a bundância destes elementos que se modificam de acordo com as estações climáticas, tanto que no inverno, suas composições são feitas com folhas secas, vagens e pinhas. Suas danmalas chegam a ter um metro e meio de diâmetro e sua execução demora de uma a três horas.

 

 

Após uma meditação, Kathy vai retirando do cesto as pétalas, flores, folhas, galhos, frutos, etc. que colheu. Observa as cores e as formas que combinam e instintivamente deixa fluir a criação. Depois de confeccionadas, seu marido, as fotografa e as coloca à disposição no site: www.danmala.com – onde estão à venda em forma de cartões, pôsteres e calendários.

 

Kathy cria suas danmalas em qualquer lugar onde haja Natureza, mas principalmente na fazenda onde mora com seu marido e seus dois filhos no Arizona. Depois de criá-las e registrá-las através de fotografia, as deixa para que, segundo ela, “a própria Natureza as absorva novamente.”

Kathy afirma que suas danmalas são: “Reflexos do indizível, um gesto que aponta para a abundância da  vida, um verso tácido de amor. As danmalas nos lembram de ouvir a voz desconhecida da Natureza, da criação e seu eterno mistério.” 

 

 

“Devemos ser gratos a Deus pelos pequenos detalhes. Nos detalhes descobrimos o valor de uma realidade. Olhar as miudezas da vida faz a diferença.”

(Padre Fábio de Mello)

 

Beijo no coração,
Sejamos Felizes!

Fontes: Revista Bons Fluidos – www.danmala.com – Imagens: web.

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