Rainha das Flores

 

Os homens cultivam cinco mil rosas num mesmo Jardim e não encontram o que procuram. E, no entanto, o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa.

(Antoine de Saint-Exupéry)

Dotada de muita simbologia, a Rosa foi sempre relacionada aos símbolos da beleza e do amor. É uma das flores que historicamente, nas mais diversas culturas, possui inúmeros significados ligados ao coração. Simboliza a perfeição, o amor, a paixão, a alma, o romantismo, a beleza, a sensualidade, o renascimento e o próprio coração. Universalmente, representa o simbolo do amor e da união, sendo que o desabrochar de seu botão simboliza o segredo e o mistério da vida.

Segundo a mitologia grega, todas as rosas eram brancas até tornarem-se vermelhas no momento que Adônis foi ferido de morte, e sua amada Afrodite ao socorre-lo, se feriu no espinho de uma rosa transformando sua cor com o vermelho do seu sangue. E, nesse sentido, além de simbolizar o amor e o romantismo, a rosa passou a simbolizar também a regeneração.

Muitos amantes das tatuagens acreditam que a Rosa representa tanto a beleza interior como exterior. Nas tatuagens seus principais significados são o amor, a paixão e a beleza, com méritos de sinceridade e força. Quando contêm espinhos, significa que a beleza pode ser observada e não tocada, e quanto ao amor, significa que se deve lidar com esse sentimento de forma cuidadosa.

Como toda majestade precisa de um reino, um reino foi criado para homenagear a “Rainha das Flores”. Com um grande jardim, o “Europa Rosarium”, em Sangerhousen, Alemanha, considerado o paraíso das rosas, é muito mais do que um belo e poético jardim, é um museu vivo na forma de um imenso roseiral. Inaugurado em 1903, o “Europa Rosarium”, destaca-se até hoje muito além das fronteiras Alemãs. Lá, 75.000 rosas compostas por 8.300 espécies, estão reunidas em uma área total de 12,5 hectares, formando a maior coleção de rosas do mundo que faz parte dos recordes do Guiness.

Rosas selvagens, rosas inglesas, rosas para canteiros, rosas nobres, rosas para parques, rosas trepadeiras e rosas de arbustos, encontram-se nos canteiros do parque Europa Rosarium, repleto de jardins perfeitamente conservados, no qual a “Rainha das Flores” é a principal protagonista do espetáculo.

Vida longa tem a Rainha das flores, é o que  confirmam os registros de fósseis de espécies selvagens de rosas, existentes desde o período paleolítico, bem como os registros históricos que são quase contemporâneos ao surgimento da escrita. Como a flor mais amada do planeta,  a rosa sempre foi destacada com grande importância em diversas religiões, filosofias, brasões, emblemas e filatelia onde marcou diversos momentos históricos, além de varias sociedades e culturas. Na cultura Hindu, por exemplo, a bela deusa do amor,  Lakshimi, nasceu de uma rosa. Já no Cristianismo, a rosa representa a Virgem Maria, mãe de Jesus, e os primeiros rosários eram feitos com pétalas de rosas em sua homenagem.


Imortalizada na literatura, a rosa encontra-se presente tanto na ficção como em obras históricas, marcando também presença em momentos marcantes da história da humanidade através da fala de muitos personagens e pessoas públicas que de alguma forma contribuíram com seus feitos e exemplos. Gandhi costumava dizer que seu sermão era como o perfume da rosa, traduzindo numa metáfora a sua crença de que o ser humano deveria cultivar as virtudes e os preceitos morais, com o mesmo cuidado que se cultiva uma rosa.

Para fechar este post, selecionei para sua apreciação dois exemplos “clássicos” nos quais a rosa foi imortalizada tocando nossos corações…
 
A rosa que fez a humanidade chorar…
 
A Rosa desabrocha em seu lufar explosivo e sangra os sonhos vermelhos do sangue derramado para quem o acordar será nunca mais. A Rosa que mata apenas pelo aroma de seu perfume, a Rosa sem espinhos, que não espeta, que faz que não dói. O tempo e o vento colheram a Rosa inventada pelo homem. A Rosa que não tem suas raízes na terra, mas nas veias da alma do homem. A Rosa desarrazoada, rosácea, ebúrnea, esfumaçando a existência, buquê silente a revelar a fotografia das contradições da condição humana. (Sobre a Rosa de Hiroshima – Andrea Almeida Campos – texto completo AQUI)

 

A rosa que cativou um principe…

 


“É preciso que eu suporte duas ou três larvas se quiser conhecer as borboletas”…


Ela começou a crescer, parecia vir do nada, ficou horas se arrumando e ajeitando suas pétalas…

E é linda! Mas também orgulhosa, caprichosa e contraditória…sedutora e extremamente feminina, a rosa cativa o coraçãozinho do Pequeno Príncipe.


O Príncipe que eternizou a Rosa…

 


“Ela é sozinha, porém, mais importante que todas vós, pois foi ela que eu reguei. Foi ela que pus sob a redoma. Foi ela que abriguei com o para-vento. Foi por ela que matei as larvas (exceto duas ou três, por causa das borboletas). Foi ela que eu escutei se queixar e se gabar, ou mesmo calar-se algumas vezes, já que ela é a minha Rosa.”

“As rosas não falam, mas contam muitas histórias”…

Saiba muito mais sobre a Rainha das Flores AQUI.

Abraços floridos,
Sejamos Felizes!

Imagens: Web.

Um comentário para “Rainha das Flores

  1. Ahhh, Sybylla, como sempre, você se faz presente lindamente aqui no blog. As rosas não falam, mas estão presentes em muitas histórias das quais muitos de nós fazemos parte. Obrigada pelo acréscimo poético. Beijo no coração.

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